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quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Parto.

Bom, foi no dia 17/O4/2O1O, era de manhã, fazia sol, mais estava frio,
um dia bonito de inverno de porto alegre, tinha que ser assim.
como contei no post anterior, estava na sala de espera do hospital, 
e quando eu cheguei não havia ninguém, e logo em seguida de manhã, 
não paravam de chegar mulheres grávidas, e ganhando seus bebês,
e a Karen em trabalho de parto, era quase meio dia, quando me deixaram entrar,
olhei para Karen ela estava com uma cara de medo, mais sorrio quando me viu *-*
ela estava com uma roupa azul, aquelas de hospital sabe? :D
e muito nervosa, aflita e com muito medo, e eu entendia aquilo perfeitamente,
afinal ela era uma menina de 18 anos prestes a ganhar um bebê.


Ela estava nervosa demais, e falava toda hora, neni, me dá a mão? :D
e eu mais nervoso ainda sem saber o que fazer ficava ali, 
perguntando coisas idiotas e tentando distrair aquele momento de dor,
ela com uma cara de dor, e ao mesmo tempo de alívio, e felicidade junto,
porque eu estava ali, diferente de algumas vezes mais estava.
aquilo sei lá, foi tão bom aqueles minutinhos que eu fiquei segurando a mão dela,
parecia que não ia acabar nunca, acho que umas das únicas vezes, que ela teve orgulho de mim.
tinha uma maquininha que dava um barulho toda a vez que a contração era forte,
e ela apertava minhas mãos e meus dedos cada vez mais, 
fazendo aquilo, eu conseguia sentir não exatamente e que ela sentia, 
mais conseguia imaginar e compartilhar aquele momento com ela, foi tão lindo *-*
mas minhas mãos ficaram roxas :x mais compensou.


Aquele momento, foi forte, mudou a minha vida, demorou mais ali, eu me tornei um homem de verdade.
senti que eu tinha alguém que confiava em mim, e que dependia de mim, do meu carinho.
mesmo com a decepção da mãe dela do lado de fora, tentando entrar,
mais FELIZMENTE na maternidade existe uma regra:
A MÃE SÓ ENTRA, SE A CRIANÇA NÃO TIVER PAI!
como não era o caso eu fiquei todo tempo com ela, 
logo depois entendi porque a mãe dela estava mentindo pra mim,
pra ela entrar no meu lugar e me deixar em casa dormindo.
daí eu me questiono: como pode um ser humano,
 tentar roubar esse momento tão único e exclusivo?
como alguém é capaz, você seria capaz de fazer isso com alguém?
me doeu demais, demais mesmo, me senti um lixo mais uma vez com a família dela.
Logo em seguida, ela foi pra sala de parto, resolveram que ia ser cesariana, porque a criança não descia, 
fiquei com ela na sala, aquilo foi perfeito, agente fica perplexo e sem reação.
era forte, sangue, tudo né, nunca tinha visto e nem sentido nada igual,
uma sensação inigualável, a Karen tremendo muito branca e sem cor, 
e eu ali, nervozérrimo, mais firme, quando a medica puxou a criança, 
e eu escutei aquele choro, me senti nas nuvens, foi forte e intenso,
inexplicável, a médica enrolou a Laís em uma toalha azul, e me deu ela no colo, 
eu olhei para aquele bebê, e não acreditava, que eu quem fiz *-*
ela chorava e quando eu me emocionei demais, eu desmaiei, senti minhas pernas fracas, 
e deus me agarrou, o enfermeiro pegou ela de mim, e me sentou na cadeira, e me abanou,  
e disse tu tá bem? e eu estou, desmaiei de felicidade, de tão forte e intenso que foi aquele momento.
fazia quase um ano que eu não sorria nem chorava nem sentia nada, era um morto, aquilo
me deu vida nova, me renovou, me fez um ser humano feliz, depois dali,
eu sai eles fecharam a Karen, e eu fiquei todo tempo com minha linda filha *-*
dei banho nela, não parava de olhar ela, liguei pra todo mundo, e por mais que fosse normal, 
pra mim não era, meus pais estavam lá, e me olhavam com um sentimento de orgulho, e satisfação. 
foi lindo, a coisa mais feliz que já me aconteceu na vida, a maior felicidade e alegria do mundo.
agradeço a deus, pois ter me dado a Laís, e isso passar uma emoção tão forte pra mim,
me senti tão nela, tão envolvido com tudo aquilo, senti que tinha uma família, e que eu era a arvore, e
ali estavam os frutos de uma boa safra, a safra de um amor verdadeiro.
pela primeira vez, senti o amor em minhas mãos, senti a verdadeira felicidade.



Laís eu te amo com todas minhas forças.
Obrigada pelo dia mais feliz de toda minha vida.
Tu és e foi a coisa mais feliz e mais importante na minha vida,
o meu grande e maior orgulho como ser humano.
desculpa por tudo que eu já fiz de errado, mais eu te amo. 

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