Bom, foi no dia 17/O4/2O1O, era de manhã, fazia sol, mais estava frio,
um dia bonito de inverno de porto alegre, tinha que ser assim.
como contei no post anterior, estava na sala de espera do hospital,
e quando eu cheguei não havia ninguém, e logo em seguida de manhã,
não paravam de chegar mulheres grávidas, e ganhando seus bebês,
e a Karen em trabalho de parto, era quase meio dia, quando me deixaram entrar,
olhei para Karen ela estava com uma cara de medo, mais sorrio quando me viu *-*
ela estava com uma roupa azul, aquelas de hospital sabe? :D
e muito nervosa, aflita e com muito medo, e eu entendia aquilo perfeitamente,
afinal ela era uma menina de 18 anos prestes a ganhar um bebê.
Ela estava nervosa demais, e falava toda hora, neni, me dá a mão? :D
e eu mais nervoso ainda sem saber o que fazer ficava ali,
perguntando coisas idiotas e tentando distrair aquele momento de dor,
ela com uma cara de dor, e ao mesmo tempo de alívio, e felicidade junto,
porque eu estava ali, diferente de algumas vezes mais estava.
aquilo sei lá, foi tão bom aqueles minutinhos que eu fiquei segurando a mão dela,
parecia que não ia acabar nunca, acho que umas das únicas vezes, que ela teve orgulho de mim.
tinha uma maquininha que dava um barulho toda a vez que a contração era forte,
e ela apertava minhas mãos e meus dedos cada vez mais,
fazendo aquilo, eu conseguia sentir não exatamente e que ela sentia,
mais conseguia imaginar e compartilhar aquele momento com ela, foi tão lindo *-*
mas minhas mãos ficaram roxas :x mais compensou.
Aquele momento, foi forte, mudou a minha vida, demorou mais ali, eu me tornei um homem de verdade.
senti que eu tinha alguém que confiava em mim, e que dependia de mim, do meu carinho.
mesmo com a decepção da mãe dela do lado de fora, tentando entrar,
mais FELIZMENTE na maternidade existe uma regra:
A MÃE SÓ ENTRA, SE A CRIANÇA NÃO TIVER PAI!
como não era o caso eu fiquei todo tempo com ela,
logo depois entendi porque a mãe dela estava mentindo pra mim,
pra ela entrar no meu lugar e me deixar em casa dormindo.
daí eu me questiono: como pode um ser humano,
tentar roubar esse momento tão único e exclusivo?
como alguém é capaz, você seria capaz de fazer isso com alguém?
me doeu demais, demais mesmo, me senti um lixo mais uma vez com a família dela.
Logo em seguida, ela foi pra sala de parto, resolveram que ia ser cesariana, porque a criança não descia,
fiquei com ela na sala, aquilo foi perfeito, agente fica perplexo e sem reação.
era forte, sangue, tudo né, nunca tinha visto e nem sentido nada igual,
uma sensação inigualável, a Karen tremendo muito branca e sem cor,
e eu ali, nervozérrimo, mais firme, quando a medica puxou a criança,
e eu escutei aquele choro, me senti nas nuvens, foi forte e intenso,
inexplicável, a médica enrolou a Laís em uma toalha azul, e me deu ela no colo,
eu olhei para aquele bebê, e não acreditava, que eu quem fiz *-*
ela chorava e quando eu me emocionei demais, eu desmaiei, senti minhas pernas fracas,
e deus me agarrou, o enfermeiro pegou ela de mim, e me sentou na cadeira, e me abanou,
e disse tu tá bem? e eu estou, desmaiei de felicidade, de tão forte e intenso que foi aquele momento.
fazia quase um ano que eu não sorria nem chorava nem sentia nada, era um morto, aquilo
me deu vida nova, me renovou, me fez um ser humano feliz, depois dali,
eu sai eles fecharam a Karen, e eu fiquei todo tempo com minha linda filha *-*
dei banho nela, não parava de olhar ela, liguei pra todo mundo, e por mais que fosse normal,
pra mim não era, meus pais estavam lá, e me olhavam com um sentimento de orgulho, e satisfação.
foi lindo, a coisa mais feliz que já me aconteceu na vida, a maior felicidade e alegria do mundo.
agradeço a deus, pois ter me dado a Laís, e isso passar uma emoção tão forte pra mim,
me senti tão nela, tão envolvido com tudo aquilo, senti que tinha uma família, e que eu era a arvore, e
ali estavam os frutos de uma boa safra, a safra de um amor verdadeiro.
pela primeira vez, senti o amor em minhas mãos, senti a verdadeira felicidade.
Laís eu te amo com todas minhas forças.
Obrigada pelo dia mais feliz de toda minha vida.
Tu és e foi a coisa mais feliz e mais importante na minha vida,
o meu grande e maior orgulho como ser humano.
desculpa por tudo que eu já fiz de errado, mais eu te amo.
Você está no caminho certo?
Você é o número:
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Nascimento.
Eram umas dez horas da noite quando eu sai do meu trabalho,
estava frio, mais ou menos uns O8°, do dia 16/O4/2O1O.
eu como de costume, peguei o ônibus fui para casa,
na época já morava sozinho, meus pais e a karen já tinham ido embora.
como sempre,
assisti televisão até mais tarde e fui dormir umas O2:1O da manhã.
liguei para karen antes de dormir, e ela estava em porto alegre.
e disse que se acontecesse alguma coisa era pra ela me ligar, não estávamos muito bem.
Era aproximadamente, umas O4 horas da manhã,
quando meu telefone tocou: Adivinha quem era? :D sim era ela,
me dizendo que estava sentindo as dores, e que ACHAVA' que iria ganhar
nisso sua mãe a Clarisse, viu a ligação e logo em seguida me ligou e disse:
- Lenon, não te preocupa não é nada, pode voltar a dormir!
mais naquele final de semana, completavam-se os 9 meses de gestação,
e alguma coisa me dizia que era balela, então não dormi.
liguei de novo pra karen, e ela disse que estava indo pro hospital ganhar a Laís,
eu por sorte tinha 3O reais no bolso, e sem ninguém pra gritar: MINHA FILHA VAI NASCER!
mesmo assim, eu precisava dividir aquele momento com alguém não sei o porque,
mais precisava, mesmo passando quase um inverno inteiro sozinho e sem ninguém,
corri no meu irmão, acordei ele, e disse, que minha filha iria nascer! *-*
e que eu ia ligar pra ele caso acontecesse alguma coisa errada,
peguei um táxi mais ou menos umas O4:35 da madrugada, no frio e rua estava vazia.
não me lembrava o nome do hospital, então fui em um,
depois o taxista me disse que não faziam parto naquele hospital,
então fui para o divina, na glória, Chegando lá,
A mãe dela achando que eu estava bem belo em casa dormindo,
me olhou com uns olhos apavorada e logo veio dizendo:
Lenon! O_O' o que tu tá fazendo aqui? e eu disse, vim ver minha filha nascer,
e logo ela, não, não te preocupa, não é nada, e ela já vai pra casa,
e mais uma vez não acreditei, e entrei lá dentro e perguntei:
E AÍ DOUTORA, MINHA FILHA VAI NASCER? e ela disse, SIM!
e a karen não volta mais pra casa, mesmo assim a mãe dela insistiu e me disse:
Lenon, o Vidal (pai da karen) tá lá embaixo te esperando, pra te levar pra casa,
e tu vem amanhã de manhã, dae eu: que engraçado, não pode ir me buscar
e agora quer me levar de volta? queriam fazer de tudo pra eu não vivenciar aquele momento, senti que estavam tentando roubar aquela unica partícula de felicidade que me restava aquele ano,
mais o que eu sentia por dentro era mais forte que tudo e que todos,
acho que nunca vou saber explicar o que era aquilo, mais eu me sentia um super heroi, aguardei até de manhã e vi minha filha nascer, sem que nada mais me hesitasse,
esperei das O5:OO até quase 14:OO, fiquei quase 48 horas acordado.
estava frio, mais ou menos uns O8°, do dia 16/O4/2O1O.
eu como de costume, peguei o ônibus fui para casa,
na época já morava sozinho, meus pais e a karen já tinham ido embora.
como sempre,
assisti televisão até mais tarde e fui dormir umas O2:1O da manhã.
liguei para karen antes de dormir, e ela estava em porto alegre.
e disse que se acontecesse alguma coisa era pra ela me ligar, não estávamos muito bem.
Era aproximadamente, umas O4 horas da manhã,
quando meu telefone tocou: Adivinha quem era? :D sim era ela,
me dizendo que estava sentindo as dores, e que ACHAVA' que iria ganhar
nisso sua mãe a Clarisse, viu a ligação e logo em seguida me ligou e disse:
- Lenon, não te preocupa não é nada, pode voltar a dormir!
mais naquele final de semana, completavam-se os 9 meses de gestação,
e alguma coisa me dizia que era balela, então não dormi.
liguei de novo pra karen, e ela disse que estava indo pro hospital ganhar a Laís,
eu por sorte tinha 3O reais no bolso, e sem ninguém pra gritar: MINHA FILHA VAI NASCER!
mesmo assim, eu precisava dividir aquele momento com alguém não sei o porque,
mais precisava, mesmo passando quase um inverno inteiro sozinho e sem ninguém,
corri no meu irmão, acordei ele, e disse, que minha filha iria nascer! *-*
e que eu ia ligar pra ele caso acontecesse alguma coisa errada,
peguei um táxi mais ou menos umas O4:35 da madrugada, no frio e rua estava vazia.
não me lembrava o nome do hospital, então fui em um,
depois o taxista me disse que não faziam parto naquele hospital,
então fui para o divina, na glória, Chegando lá,
A mãe dela achando que eu estava bem belo em casa dormindo,
me olhou com uns olhos apavorada e logo veio dizendo:
Lenon! O_O' o que tu tá fazendo aqui? e eu disse, vim ver minha filha nascer,
e logo ela, não, não te preocupa, não é nada, e ela já vai pra casa,
e mais uma vez não acreditei, e entrei lá dentro e perguntei:
E AÍ DOUTORA, MINHA FILHA VAI NASCER? e ela disse, SIM!
e a karen não volta mais pra casa, mesmo assim a mãe dela insistiu e me disse:
Lenon, o Vidal (pai da karen) tá lá embaixo te esperando, pra te levar pra casa,
e tu vem amanhã de manhã, dae eu: que engraçado, não pode ir me buscar
e agora quer me levar de volta? queriam fazer de tudo pra eu não vivenciar aquele momento, senti que estavam tentando roubar aquela unica partícula de felicidade que me restava aquele ano,
mais o que eu sentia por dentro era mais forte que tudo e que todos,
acho que nunca vou saber explicar o que era aquilo, mais eu me sentia um super heroi, aguardei até de manhã e vi minha filha nascer, sem que nada mais me hesitasse,
esperei das O5:OO até quase 14:OO, fiquei quase 48 horas acordado.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Vazio.
quantas vezes você já errou o caminho?
é muito difícil e complicado as pessoas encontrarem sua felicidade,
acho que é uma coisa que ninguém sabe o que é,
porque você sabe quando está triste,
e não sabe quando é feliz?
o mundo ao seu redor é triste.
você vê e convive com pessoas reclamando de tudo e de todos,
dai você pensa: será que ninguém no mundo é feliz?
acho que pude contar nos dedos as vezes em que me senti feliz,
e se não era felicidade, era algo muito bom, ou bem parecido.
mais desde então me sinto uma pessoa observadora,
acho que me tornei um louco quem sabe,
falo muito pouco, não como e mal vivo.
muitas vezes acho que felicidade está relacionada ao motivo
que você tem pra viver, ou porque tem pra viver.
você já se perguntou porque trabalhar, estudar, e blablablá ?
eu acho que quando a pessoa perde todos os sentidos a sua volta,
a coisa mais saborosa do mundo se torna ridículo,
e a coisa mais ridícula é um espetáculo.
você só da o real valor as coisas,
quando você já não tem valor para vida.
isso se chama depressão, vazio, sem graça,
uma coisa que te devora aos poucos por dentro,
e quando você se percebeu, você já se abandonou.
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